sexta-feira, 24 de maio de 2013

Educação a Distância no Brasil


A educação a distância vem crescendo rapidamente em todo o mundo. Incentivados pelas possibilidades decorrentes das novas Tecnologias da Informação e das Comunicações – TICs e por sua inserção em todos os processos produtivos, cada vez mais cidadãos e instituições veem nessa forma de educação um meio de democratizar o acesso ao conhecimento e de expandir oportunidades de trabalho e aprendizagem ao longo da vida.

De forma simples, educação a distância significa educação independente de distâncias. Assim, considera-se que a diferença básica entre educação presencial e a distância está no fato de que, nesta, o aluno constrói conhecimento – ou seja, aprende e desenvolve competências, habilidades, atitudes e hábitos relativos ao estudo, à profissão e à sua própria vida, no tempo e local que lhe são adequados, não com a ajuda em tempo integral da aula de um professor, mas com a mediação de professores (orientadores ou tutores), atuando ora a distância, ora em presença física ou virtual, e com o apoio de sistemas de gestão e operacionalização específicos, bem como de materiais didáticos intencionalmente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados através dos diversos meios de comunicação.

O compromisso ético daquele que educa a distância é o de desenvolver um projeto humanizador, capaz de livrar o cidadão da massificação, mesmo quando dirigido a grandes contingentes. Para isso, é preciso ter como foco a aprendizagem do aluno e superar a racionalidade tecnológica que valoriza meios em detrimento dos fins.

A superação da racionalidade tecnológica, todavia, exige domínio das linguagens e tecnologias e abertura para a mudança de modelos “presenciais”, no que diz respeito a aspectos culturais, pedagógicos, operacionais, jurídicos, financeiros, de gestão e de formação dos profissionais envolvidos com a preparação e implementação dos cursos a distância.

O desafio de educar e educar-se a distância é grande, por isso apresentamos, abaixo, referenciais que orientam alunos, professores, técnicos e gestores na busca por maior qualidade dessa forma de educação ainda pouco explorada no Brasil.

 
 
 
 
 
 
Roteiro do Video
 
 

UNIVERSIDADE TIRADENTES
NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS PARA O CONHECIMENTO
 
 
 
 
 
 
DAMIÃO SANTOS FILHO
DEISE APARECIDA FERNANDES L. RODRIGUES
GISELMA ANDRADE OLIVEIRA
ROBERTA DE SOUZA FERRAZ
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Propriá
2013
 
 
 
 
FICHA TÉCNICA
 
 
Objetivo Geral:
 
Mostrar que a Educação a Distância tem sido um recurso de incalculável im­portância no atendimento a grandes contingentes de alunos, de forma efetiva e sem riscos de redução da qualidade dos ser­viços oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida e que isso é possibilitado pelas novas tecnologias nas áreas de informação e comunica­ção que continuam abrindo novas possibilidades para os processos de ensino-aprendizagem.
 
Objetivo Específico:
Destacar no cenário nacional, a EAD como a mais democrática das modalidades de educação, por se utilizar de tecnologias de informação e comunicação para transpor obstáculos e levar a educação para todos no setor público ou privado.
 
Tipo de Vídeo:
 
Narrativo (Os integrantes do grupo farão uma explicação sobre o assunto)
 
Descrição:
 
Vídeo narrativo, com o tema A Educação à Distância no Brasil, onde os participantes, narram assuntos relevantes desde o surgimento desta modalidade de ensino até os dias de hoje. Destacando a importância da evolução tecnológica e o notável crescimento da EAD nos tempos atuais.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Roteiro do vídeo
Introdução
No Brasil, segundo estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) pouco antes de 1900, já existiam anúncios em jornais de circulação oferecendo curso profissionalizante por correspondência, o que chamamos de a “1ª geração”. Já na segunda geração, o rádio surge como nova possibilidade para a EAD, a primeira rádio escola é criada e 1923, a Rádio Sociedade do Rio, posteriormente doada ao Ministério da educação e Saúde, a partir daí emissoras de rádio e televisão passaram a oferecer seus cursos – o pioneiro foi o Projeto Minerva, elaborado pelo governo federal para auxiliar na educação de adulto.  No final dos anos 60 e inicio dos anos 70, marcando a terceira geração, mudanças importantes aconteceram, surge a Universidade Aberta. No final dos anos 70, teve início a quarta geração, tendo como principal tecnologia a teleconferência. Nos dias atuais, ou seja, a quinta geração do EAD teve início com a internet e com o surgimento dos ambientes interativos, onde a busca por melhorias rápidas na carreira, a falta de tempo e a distância faz com que um número cada vez maior de pessoas adote essa modalidade em sua formação.”
Embora ainda exista certo preconceito, por parte de alguns empregadores, que veem profissionais formados em cursos a distância como menos qualificados, a tendência é o crescimento e, mais do que isso, desenvolvimento da educação a distância no país. A regulamentação, por meio de leis, da modalidade contribuiu para a melhoria da qualidade e, consequentemente, para aceitação por parte da sociedade. A evolução da tecnologia da informação tornará (ou já torna) a educação a distância uma tendência, que se relaciona também com a correria das grandes cidades e a dificuldade de acesso físico à universidade de pessoas que moram em regiões mais isoladas.
 
O Crescimento do EAD no Brasil
A cada dia, mais brasileiros se matriculam em cursos de educação a distância (EAD), especialmente no âmbito do ensino superior, o que é uma excelente notícia. De acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2010, a EAD, que praticamente inexistia dez anos atrás, já responde pelo percentual de 14,6% do total das matrículas na graduação. Em 2001, apenas 5.359 estudantes estavam matriculados na modalidade de cursos a distância. Uma década depois, esse número aumentou 170 vezes, chegando a 930.179 estudantes.
Ao contrário do que ocorria em um passado recente, hoje a educação a distância no Brasil não pode mais ser considerada sinônimo de ensino de baixa qualidade. A situação de fato mudou, e muito: os graduados em EAD tiveram, em média, 6,7 pontos a mais no resultado final do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), na comparação com os resultados dos alunos oriundos dos cursos presenciais, conforme revela o “Censo EAD. BR – Relatório Analítico da Aprendizagem a Distância no Brasil 2012”, realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).
 

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